"Civitas Sena"
A minha visão sobre: Politica, Economia, Análise Social, História, Educação, Ambiente e Actualidade de Seia, da Região, do País, da União, do Planeta...
Terça-feira, Julho 14, 2009
Segunda-feira, Julho 13, 2009
Depois das últimas trapalhadas tudo seria de esperar...
No passado dia 25 de Junho, (depois de uma supostamente bem regada jantarada laranja), a mais idosa candidata a primeira-ministra de Portugal, referindo-se aos últimos quatro anos de governação Sócrates, dizia com a maior das convicções: “Vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”, acrescentando ainda que: “as políticas medem-se pelos resultados e eles têm sido maus”
Passados uns dias, em 9 de Julho, (e supostamente passada a ressaca?) a mesma vetusta senhora questionada sobre quais as políticas sociais que pretenderia “romper e rasgar" referia: "rasgar? ninguém vai rasgar nada"!...
Com tamanha eloquência no incoerente discurso e contradição nas ideias, a expectativa é tanta que nem podemos esperar pela previsível incompetência governativa, sob a tónica da expressão política de verdade...
Segunda-feira, Julho 06, 2009
Há homens que não têm mesmo dimensão...
Lamentavelmente, já tínhamos assistido a várias situações que indiciavam a existência de dois Cavaco Silva: um que lê os discursos e cumpre os mínimos, raramente errando e nunca se enganando na leitura e outro, que se revela um autêntico desastre, sempre que tenta falar de improviso; mas tem sido nas suas últimas intervenções, (de improviso) que o Sr. Silva começou a deixar cair a "máscara" revelando-se o menos isento e, ao mesmo tempo, o mais partidário, dos Presidentes da II República.
Até onde pode ir o cinismo e a má-fé de alguém que pretende ser primeira-ministra de Portugal, quando é, ela própria, um mau exemplo para vida democrática do seu próprio partido. O exemplo nada edificante da sua liderança prende-se com a possível exclusão de Pedro Passos Coelho das listas do PSD às eleições legislativas. Esta imposição, antidemocrática, está já a agitar o laranjal causando mal-estar no partido, pois são várias as vozes que defendem, por mérito próprio, a candidatura de passos Coelho a deputado da Assembleia da República. Para Marco António, presidente da distrital do Porto do PSD, “a integração de Passos Coelho nas listas que além de ser uma mais-valia, iria mostrar um PSD coeso”. O que justificará então este acto censório da velha senhora? Vingança? A agir deste modo e a excluir Passos Coelho, (que nas últimas directas do PSD teve praticamente tantos votos como ela) das listas de deputados revela que a senhora não tem dimensão para ser primeira-ministra de Portugal, trazendo-me à memória uma prática muito utilizada no PCP, de Bernardino Soares, ainda hoje, ele próprio, admirador do regime de pensamento único, dos seus amigos da Coreia do Norte que tanto admira. Ler mais no Correio da Manhã
A líder do PSD, até hoje, não foi capaz de dizer uma só palavra sobre eventuais soluções que tem para o País. Apesar de tudo criticar e de referir que tudo irá mudar, ainda não foi capaz de apresentar propostas alternativas às do actual Governo em nenhuma área da governação. Limita-se a dizer que vai mudar tudo, ou melhor, que rasgará tudo o que vem do governo Sócrates, como se governar o país fosse uma representação circense onde o improviso é fundamental
Nestas circunstâncias o Circo chegou à cidade, o espectáculo está montado, é entrar meus senhores, o número mais esperado são as acrobacias de Ferreira Leite, a estrela da companhia e disso não temos dúvidas, basta lembrarmo-nos dos seus tempos da Ministra da Educação e ficamos todos a saber dos números de que a velha senhora é capaz! A maioria dos números é uma autêntica esperteza saloia que ninguém imaginaria em senhora de tão provecta idade que contará, certamente, com a ignorância da sua geração rasca. Uma geração que “formou” enquanto ministra da Educação!
Mais eloquente ainda é a afirmação peremptória, e lapidar, da decrépita senhora: "não vou fazer promessas que não possa cumprir". Então, se faz favor, em vez desta frase que nada diz, esclareça e detalhe lá em que consiste a mudança, por exemplo da avaliação dos professores; isto só para sabermos o que entende por avaliação docente e quais os critérios de progressão na carreira que vai aplicar. E o Estatuto da Carreira Docente? Era interessante descobrir as diferenças… Ou então o que fará relativamente ao Desenvolvimento do país depois de, (rasgar) parar com os grandes investimentos públicos?
Deixo-me rir quando me recordo dos tempos em que foi ministra da Educação e que a ninguém não deixaram saudades, para não dizer que foram mesmo uma vergonha nacional. Um povo que tem memória certamente recordará que foi a ela própria que os estudantes baixaram as calças e mostraram o rabo! Hilariante!... E como ministra das Finanças deixou Portugal de tanga. O desastroso negócio da PT ou a venda das dívidas fiscais ao Citibanc, com prejuízos incalculáveis para as finanças portuguesas… Mas a última, e seguramente a melhor, foi a aquisição de dois submarinos, (ainda hoje considerada uma prioridade nacional) com encargos económicos para as gerações futuras. Agora esta notável inteligência do passado acha que a solução é parar (rasgar) os investimentos públicos para ficarmos na completa estagnação e ainda mais longe dos índices de desenvolvimento dos nossos parceiros Europeus. Pobres portugueses...
Porque haveríamos nós de votar em quem não te uma visão estratégica clara de desenvolvimento para a nossa Economia, em quem não tem um verdadeiro projecto para o país. Então não votar nela será mesmo uma obra de caridade e a melhor decisão para nós próprios…
Com este vazio de ideias e de projectos estaríamos, no futuro, à espera de quê? Passes de mágica e acrobacias circenses? Claro que se formos idiotas até esse ponto vamos ter o que merecemos. Pobre país este!...
Concluindo: não votar na vetusta senhora, será mais que um gesto, uma vontade, uma afirmação de cada português. Uma questão de modernidade e, até, de sanidade mental...
Não votar na vetusta senhora será o resultado de uma afirmação de vontades, um verdadeiro desiderato, um autêntico desígnio nacional!...
Domingo, Julho 05, 2009
II
.
Como todos inferimos através da dura realidade do dia-a-dia, mas, sobretudo, através da informação que nos chega de forma célere e alarmante, veiculada através dos órgãos de comunicação social, que não falaram noutra coisa nos dois últimos anos, a génese da actual crise económica e financeira é uma consequência directa da influência das doutrinas de Milton Friedman e da subsequente redução das funções do Estado frente ao domínio do mercado livre. Assim sendo esta grave crise nasce da incapacidade dos mercados se auto regularem, quando eles próprios rolam em roda-livre perdendo facilmente os travões da honestidade e bom senso.
É sabido que Keynes defendia que o Estado deveria interferir na Sociedade, na Economia e em qualquer área que isso o justificasse. Foi, aliás, este modelo do Estado intervencionista (Keynesiano) que os Estados adoptaram quando essa intervenção justificou, exclusivamente, este modelo económico para “salvar” o mundo financeiro do colapso, na altura, eminente; mas modelo de salvamento parou aí, pois os neo- liberais não permitiram que o mesmo fosse aplicado à recuperação económica. Por outro lado, a grande clientela, de alguma Direita, apesar do desastre por todos conhecido, pela maior recessão mundial nos últimos 80 anos, continua convertida doutrinas neo-liberais e não pretende abdicar do modelo que alimenta as maiores expectativas que um dia a especulação financeira lhe possa abrir a sua janela de oportunidade.
Para fazer face a esta grave crise, que teima em deixar-nos, a intervenção do Estado, através do incremento do investimento público – com reflexo nas grandes obras estruturais - de que o País está carenciado, parecia a proposta governamental que mais se adequava ao arranque dos motores que haveriam de dinamizar a nossa Economia, promovendo o emprego, dinamizando as grandes empresas que criariam condições às pequenas e médias empresas, não só pela empregabilidade dos quadros e trabalhadores, que deixariam de depender de subsídios de desemprego, mas também eles, mais confiantes iriam fazer mover a roda da economia que animada deste movimento só poderia incrementar gradualmente a sua velocidade de desenvolvimento.
Como já se viu as PME’s vivem, subsidiariamente, de empresas maiores. Estas são a parte fundamental dos seus objectivos estratégicos. Como as grandes empresas a deslocalizarem-se, a sobrevivência das PME’s é mais do que problemática, mas, estranhamente, com esta Oposição não ser!... Esta Oposição de Direita, com o seu inefável sentido de oportunismo bacoco e retrógrado, “de velhos de Restelo”, vem imediatamente papaguear os efeitos apocalípticos das grandes obras públicas na dívida externa, alertando-nos com a sua extensão até às gerações futuras... Perante esta afronta, e consequente pressão, o Governo fragilizado pelas eleições Europeias vacilou, para não dizer claudicou, do seu Plano de desenvolvimento. Um Plano que lhe era tão caro e pelo qual lutou com garra este ciclo governativo. São estas hesitações que em tempos de crise podem ser fatais para a confiança dos investidores.
Manuela Ferreira Leite propõe, entretanto, que a existir um eventual apoio às empresas esse seja dirigido às PME’s que, no entender da vetusta senhora, poderão gerar ou manter 2 milhões de postos de trabalho, o que daria para rir se a situação na fosse tão grave um vez que a Sra. nem se dá ao trabalho de nos explicar como irá acontecer este passe de mágica; entretanto curvar-me-ei perante a relevância destes 2 milhões de empregos e farei a minha vénia à vetusta senhora no dia em que isso for provado.
Entretanto o PS, através de Sócrates, depois de abandonar a sua bandeira dos grandes investimentos públicos aparece, no fórum “Novas Fronteiras”, a tirar o coelho da cartola, ou seja: a internacionalização das PME’s como se, num mercado em recessão, (as exportações caíram assustadoramente) dum mundo em crise, a internacionalização do mercado fosse um assunto fácil de conquistar para as ditas PME’s.
A direita conseguiu o impensável; conseguiu que o PS abdicasse do seu projecto inicial, pensado e planeado ao longo deste ciclo político e que tinha tudo para ser bem sucedido para ajudar este país a sair da crise e, a sair dela, com grandes expectativas de sucesso, sobretudo, no que concerne a promover nos portugueses alguns índices de conforto e qualidade de vida.
Mas não! Esta Oposição, vazia e neo-liberal conseguiu ela própria ter capacidade de argumentação para “esvaziar” o programa de estímulos do Governo para resolver a crise que tinha tudo para dar certo.
Agora não parece haver alternativa ao vazio criado pela desistência, das grandes obras públicas e com elas a estratégia socialista sucumbiu também. Não há internacionalização que possa ressuscitar a Economia e um plano gizado à última hora jamais lhe pode trazer a vida de volta.
Ainda que fosse possível jamais haveria tempo para concretizar sequer a ideia. A verdadeira derrota foi mesmo atirar a toalha ao chão!
Quinta-feira, Julho 02, 2009
(a política de verdadede Portas/Ferreira Leite)
Como precisamos de perceber, e descodificar, a tal política de verdade e entender a alternativa credível à governação Sócrates, constata-se que com o investimento feito em submarinos teremos, nos próximos 22 anos, por um lado 3,3 mil milhões de euros de encargos para… (ainda temos que descobrir para quê), enquanto que, por outro lado, com o aeroporto de Lisboa teremos um encargo de 4 mil milhões de euros para servir 27,1 milhões de passageiros.
Os submarinos irão, daqui a uns anos, para a sucata, sem nunca terem servido para nada, (excepto para a rapaziada, leia-se os oficiais da marinha, dar umas passeatas sem ninguém dar conta) enquanto o Aeroporto dará trabalho a 28 mil pessoas e poderá alargar a sua capacidade para quase 50 milhões de passageiros em 2050, continuando a ser Aeroporto em 2100 continuando a servir a economia do país…
Qual a guerra em que pensa usá-los em combate?
Qual a costa ou território que Portugal necessita de defender com submarinos?
Que postos de trabalho vão ser criados?
Quais os impostos pagos ao Estado português pelos construtores dos submarinos e dos equipamentos anexos como electrónica, motores, armas, ou outros?
Temo, como é evidente, que a resposta a todas essas perguntas seja pior que ZERO, ou seja, endividamento público inútil, desnecessário e bacoco, o que é bem pior do que se fosse apenas ZERO...
Manuela Ferreira Leite mentia-nos quando afirmava que a decisão da venda da rede fixa de telefone tinha sido uma decisão de António Guterres. Mas não é a primeira vez que a agora esclerosada senhora mente. A ex-ministra das Finanças, enquanto governante, iludia o cumprimento do défice, aldrabava no negócio da venda das dívidas ao fisco, vendia património ao desbarato e, como agora denunciou Granadeiro, ainda vendia a rede fixa a preço de saldo, com graves prejuízos para o erário público. Apesar de todas estas prestidigitações, o défice era muito superior ao declarado. Ah! Já me esquecia. Talvez por ter comprado também dois submarinos, para a estouvada do Portas brincar, por 3,3 mil milhões, mais que o novo aeroporto de Lisboa, que estamos já a pagar, apesar de ainda não se saber para que irão servir, a não ser para, como diz um amigo meu: um é para descer e outro é para subir…
Hão-de recordar-se certamente que quando Manuela Ferreira Leite chegou a ministra das Finanças prometia acabar com a corrupção e quando lhe perguntaram o que ia fazer disse que para começar tinha demitido o então director-geral dos Impostos, homem sério e honesto. E depois que continuidade? Zero, exceptuando a colocação de gente duvidosa em postos importantes, o seu ministério concedeu perdões fiscais ilegais à banca, começando pelo BCP que graças à generosidade governamental, combinada com pareceres ilegais, beneficiou indevidamente de muitos milhões de euros.
Será esta a política de verdade de Manuela Ferreira Leite? Não será esta suposta verdade apenas para encobrir a imensa mentira que é a própria Manuela Ferreira Leite?
Pobre país este!…?
Quarta-feira, Julho 01, 2009
Atirar a toalha ao chão…
Oxalá me engane, mas há erros que se pagam caro!
Uma das grandes "bandeiras", do governo de José Sócrates, para fazer face ao estrangulamento do aeroporto de Lisboa, para honrar os acordos estabelecidos com os espanhóis sobre a ferrovia e, fundamentalmente, para fazer frente à crise, eram os grandes investimentos públicos programados e mais que justificados.
O início das obras era, além do programa das energias alternativas, o esperado motor de arranque necessário para fazer descolar a Economia e desenvolvimento do nosso país. Neste contexto os empresários portugueses foram criando as suas expectativas legítimas para fazer face à estagnação insuportável que asfixia a nossa Economia; e mais ainda: dado que essas obras eram fortemente suportadas por dinheiros da União Europeia era também uma grande oportunidade de injectar dinheiro fresco na depauperada tesouraria nacional. Deste modo, e sem elas, ficaremos mais pobres, sem obras e sem dinheiro.É o que se chama perder em toda a linha
Pois bem, parece que o governo claudicou à pressão salazarenta dos velhos do Restelo, representados por uma oposição cinzenta, caduca e esclerosada, triste e atrasada que todos julgávamos já desaparecida da cultura portuguesa, mas não!Parece ser impossível exterminá-la.
Depois de anunciar, (mal) o adiamento do lançamento do TGV, para depois das eleições, anuncia agora, (pior) o cancelamento do futuro aeroporto de Lisboa, o que é dramático.
O Governo atira a toalha ao chão e desiste de lutar pelo cavalo de batalha com que contava para combater a crise, nomeadamente, o desemprego e a reactivação do mercado interno. Isto é, para vencer a guerra do desenvolvimento.
Estes “adiamentos” traduzem a capitulação do grande plano governamental em relação aos grandes investimentos públicos e que foi, como já disse, a sua grande “bandeira” governativa. O governo claudicou.
Estas medidas vão de encontro aos objectivos da campanha laranja que deste modo são totalmente alcançados e dão credibilidade política à vetusta Manuela Ferreira Leite que pode cantar vitória.
Fico triste e, sobretudo, desiludido, com esta cambalhota do governo PS.
Só é derrotado que desiste de lutar!... Atirar a toalha ao chão foi a melhor forma de desiludir todos aqueles que ainda acreditavam.
Terça-feira, Junho 30, 2009
A Vida só existe quando nós existimos com ela, mas há pessoas que, devido à sua dimensão, mesmo depois do seu desaparecimento físico, continuam bem presentes em nós; ainda que nem sempre tivéssemos concordado com alguns dos seus comportamentos em vida, a imortalidade do seu legado é inquestionável!...
Foi um ícone do mundo da pop-music que marcou a o movimento artístico das 3 últimas décadas no mundo do espectáculo e da arte musical. Partiu do mundo dos vivos, mas ficará para sempre a sua obra
Esta é a uma pequena homenagem a todas as figuras incontornáveis que da Lei da morte se libertam na pessoa do desditoso Michael Jackson.
Antes a Vida vivida em plenitude no amor e solidariedade ao próximo que a constante reflexão sobre o desconhecido que nos aguarda na desdita...




