sábado, junho 28, 2008

A falsa emergência social no discurso hipócrita da Direita


"A vaga avassaladora de propostas de infra-estruturas que este Governo anuncia e de que o país nem sempre carece, e para os quais manifestamente não tem dinheiro, ficará para a história como um dos maiores erros políticos cometidos", declarava Manuela Ferreira Leite, no discursou de encerramento do XXXI Congresso do PSD, em Guimarães. Manuela Ferreira Leite, considerava que Portugal vive uma situação de emergência social que impõe apoios públicos para combater a pobreza e contestava o investimento do Governo em novas infra-estruturas, mas sem se referir a que infra-estruturas se opõe, a presidente do PSD defendia que "não é gastando recursos públicos que Portugal avança e isso exige que a política de investimentos públicos tem de ser muito criteriosa".

Vinda de quem vem e conhecendo o seu passado de despreocupação social nos governos de que fez parte, só poderá estranhar-se esta nova preocupação sobre a emergência social.

Quem não se recorda das políticas liberais estabelecidas na altura, por esta Direita? Das 4 (quatro) linhas de TGV, da estúpida e desnecessária aquisição de dois submarinos, que vamos ter pagar no futuro, ou ainda quem não se lembra da feroz oposição do rendimento mínimo que Guterres instituiu mas que, chegados ao governo não tiveram coragem para acabar com ele limitando-se a mudar-lhe o nome?

Estranha emergência social esta que agora passou a ocupar o discurso da Direita. Esta emergência balofa não passa de um eufemismo para a próxima “urgência eleitoral” que, essa sim, a preocupa a sério!...

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