segunda-feira, julho 06, 2009


Há homens que não têm mesmo dimensão...
(ainda o chifrado incidente na AR)


Lamentavelmente, já tínhamos assistido a várias situações que indiciavam a existência de dois Cavaco Silva: um que lê os discursos e cumpre os mínimos, raramente errando e nunca se enganando na leitura e outro, que se revela um autêntico desastre, sempre que tenta falar de improviso; mas tem sido nas suas últimas intervenções, (de improviso) que o Sr. Silva começou a deixar cair a "máscara" revelando-se o menos isento e, ao mesmo tempo, o mais partidário, dos Presidentes da II República.
- Um Cavaco Silva Imperturbável, quando o deputado do PSD, José Eduardo Martins, reiteradamente, insultou, na Assembleia da República, de forma reles e baixa, o deputado do PS Afonso Candal, mandando-o várias vezes «pró o c*ralho».
- Um Cavaco Silva Silencioso, quando o mesmo deputado chamou várias vezes palhaço ao primeiro-ministro.
- Um Cavaco Silva Calado, quando o deputado Jaime Ramos, do PSD Madeira, ameaçou um adversário, do PS, com «um tiro nos cornos».
- Um Cavaco Silva Impávido, quando Alberto João Jardim, de forma baixa e reles usa os mais torpes insultos para com adversários.
- Um Cavaco Silva Distraído, quando o mesmo Alberto João Jardim impediu o próprio Sr. Silva, (Presidente da República) a entrar na Assembleia Regional madeirense.
Ora se Cavaco Silva nunca condenou nenhuma destas situações, extremamente graves, porquê agora pronunciar-se sobre o gesto, (também ele lamentável) de Pinho?
Nada disto faz sentido, tanto mais que o ministro da Economia foi imediatamente demitido e, portanto, ao contrário das situações anteriores, nada mais haveria a fazer que não tivesse sido já feito, ou seja: a demissão imediata do autor da "façanha"!.. Mas não, o homem não resistiu e "fugiu-lhe o pé para a chinela" comportando-se como um vulgar líder da oposição…
Temos pena, pois o "self-made-man" de Boliqueime continua a revelar não possuir um substantivo e desejável "back-ground" cultural, nem a tão necessária dimensão para exercer o mais alto cargo da Nação.


4 Comments:

Anonymous Cagido said...

Começa a pairar no ar um certo medo do PSD da parte do PS. Pois é quem há 6 meses atrás tinha a maioria absoluta nas sondagens e agora existe um empate técnico. As coisas começam a ficar complicadas lá para o Largo do Rato.

julho 07, 2009 6:41 da tarde  
Blogger Antonio Fernandes Pina said...

É assim que se faz política.
É preciso dizer a verdade aos Portugueses que somos livres e amamos a liberdade.
A liberdade de Abril honra o PARTIDO SOCIALISTA e o Presidente Dr. Mário Soares e o ilustre e sempre lembrado Dr. Jorge Sampaio.
Estas foram as Presidências de todos os Portugueses.
Por vezes alguns militantes e simpatizantes do P.S. não gostam de perder a gravata e a postura, mas é preciso arregaçar as mangas e gritar bem alto quem fomos, o que somos e o que seremos num País livre que não podemos entregar a quem nunca fez nem fará seja o que for.


Com os melhores cumprimentos.

Assina: António Fernandes Pina.

julho 08, 2009 2:43 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

De liberdade não tivemos assim tanta nestes últimos 4 anos de governação PS, que o digam, por exemplo, os professores, não são ouvidos nem achados para nada. Nunca houve tão grande atentado à escola pública depois do 25 de Abril de 1974.

julho 09, 2009 9:59 da manhã  
Blogger Antonio Fernandes Pina said...

SE me disser que a Senhora Ministra da Educação e o Governo não souberam apresentar as suas propostas nem explicá-las convenientemente aos Senhores Professores totalmenta de acordo.
A questão da liberdade é um mito do sindicalista Mário Nogueira e da CGTP que estão ao serviço do PCP partido este conhecido em todo o Mundo pelas razões do pensamento único também acompanhados pelo ppd/psd/cds/pp/be que se deram ao desplante de aparecerem nas manifestações todos de braço dado a gritar palavras de ordem do PCP.
As manifestações dos Senhores Professores foram expontâneas aproveitada por essas forças políticas que se aproveitaram deles para fazer uma política radical.
Eu sou defensor do direito à greve e às manifestações, mas tenho a certeza que os Senhores Professores nunca mais quererão ver
por perto estas forças políticas a fazer de conta.

Com os melhores cumprimentos.


Assina: António Fernandes Pina.

julho 09, 2009 3:41 da tarde  

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