segunda-feira, junho 22, 2009

A moção de censura ou
a fábula da “galinha estouvada” e do “galito garnizé”


A moção Portas/Nuno Melo foi patética, fora do tempo e inconsequente em que o único objectivo que ser vislumbrava era palco, “passerelle”.
O CDS, último partido a meter deputados no Parlamento Europeu, colocou-se em bicos de pés de tal maneira que, à semelhança do que é habitual com o PCP, até parecia que tinha ganho as eleições europeias.
Alguém de bom senso entenderá que a três ou quatro meses de eleições legislativas apresentar uma moção de censura a um governo que tem maioria absoluta? Não. É uma tonteria que não faz qualquer sentido. É sim, mais um truque trapalhão da “galinha estouvada” e do “galito garnizé” para, na sequência da dinâmica da última campanha eleitoral, continuarem a ter palco e deste modo prolongarem o seu deslumbramento, tal qual uma fábula de capoeira.
Claro que a moção de censura foi chumbada, como se esperava, e o pior é que o PSD, um partido que deveria ser minimamente responsável, uma vez que se deveria apresentar como um partido credível de alternância de poder, foi, uma vez mais, a reboque da estratégia dos referidos "galinácios".
Enfim, uma autêntica fábula de La Fontaine numa capoeira comum, mas sem um galo verdadeiramente credível...

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