sexta-feira, dezembro 07, 2007

.. first real Europe-Africa summit ...

Lisbon’s three African policies

The somewhat Europe-oriented stance of Portuguese Prime Minister José Socrates on African matters is shared with the former Minister for Foreign Affairs and current Ambassador to Paris, Antonio Monteiro and by the President of the European Commission , Durao Barroso .

Lisbon still keeps a close watch on its former colonies in Africa. Beyond a sentimental attachment and economic interest in Angolan oil or the construction sector in its Portuguese-speaking “back yard”, Africa also acts as Portugal’s lever in Europe. Hence, Lisbon has the ambition of organising the first real Europe-Africa summit during its presidency of the European Union. This focus takes stock of Portugal’s networks of influence in Africa, from the veterans to the new Portuguese “Africanists”.

A Cimeira UE -Africa

Esta Cimeira é, na realidade, uma enorme vitória da diplomacia portuguesa e uma das nossas maiores realizações diplomáticas de todos os tempos, (incluindo o tempo do Império) e, seguramente, a maior do Portugal Europeu.

Como europeísta convicto, desde a primeira hora, é bom sentir que Portugal ganhou novamente dimensão planetária e que, apesar dos profetas da desgraça anti-europeistas, do CDS-PP e do PCP, que tudo fizeram para evitar a nossa entrada na então Comunidade Europeia, foi o melhor que nos poderia ter acontecido. A adesão não só foi conseguida como consolidada e os cépticos do costume não tiveram outro remédio que não fosse mudar o seu discurso e a sua atitude bacoca.

A União Europeia além de promover a consolidação da nossa democracia, foi marcante no nosso desenvolvimento económico e social, como também está a ser na nossa credibilidade e visibilidade internacional.

Apesar de tudo, e na sequência daquilo que acabo de dizer, este fim-de-semana, Lisboa passou de cidade apelativa a cidade europeia pouco recomendável, pois está muito mal frequentada por causa de muita daquela gente que irá participar na cimeira. Eu esclareço.

À luz do pensamento civilizacional europeu e da cultura democrática ocidental nunca iremos entender que a justa luta pela libertação colonial encetada na segunda metade do séc. XX pelos povos africanos pudesse acabar com a entrega do poder nas mãos de políticos corruptos, sem escrúpulos, nem pudor, autênticos facínoras ditadores que, perpetuando-se no poder transformaram países de elevado potencial de crescimento e bem-estar dos seus habitantes em autênticas cleptocracias, onde, escandalosamente, vão apenas enriquecendo o ditadores e as famílias.

Preocupante é que o povo africano, na sua generalidade, foi condenado à miséria e lançado à sua sorte, passando a viver muito pior do que no tempo do tão condenável colonialismo contra o qual lutou.

O povo africano necessita de toda a nossa ajuda para se reerguer e voltar a viver com a dignidade a que qualquer ser humano de qualquer cor, de qualquer raça tem direito.


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