quinta-feira, novembro 15, 2007

O MINISTRO “XEROX”


Chegou ao poder sem que o eleitorado o escolhesse! Pior do que isso, contra a vontade do eleitorado, porque foi para lá pela mão de Durão Barroso que entretanto ganhara as eleições prometendo, durante a campanha eleitoral, não fazer coligações com ele.

Após a amostra de governação do euro-desertor Barroso, o menino Portas passava directamente para o (des)governo do menino-guerreiro Santana Lopes, onde continuaria a exercer de forma incompetente, o cargo de Ministro de Estado e da Defesa Nacional. Enquanto arrumava o gabinete, a criatura teria mandado copiar, (digitalizar) mais de 60 mil páginas de documentos antes de abandonar o cargo de ministro da Defesa Nacional, em Fevereiro de 2005.

A notícia, avançada na última edição do semanário “Expresso”, revelava que algumas das folhas copiadas estavam classificadas como “Confidencial” ou teriam referências ao “Iraque”, à “NATO” ou até aos “submarinos” que adquiriu. O acesso a estas informações, teriam tido lugar durante a consulta às páginas do Processo Portucale, onde algumas testemunhas revelavam que Portas pediu para digitalizar cerca de 62 mil páginas.

Entretanto, o ex-ministro e actual deputado pelo CDS-PP, garantia que apenas teria digitalizado, (e a gente acredita!) despachos e notas que escreveu enquanto esteve no CDS-PP e no Ministério da Defesa e que o elevado volume de fotocópias deve-se ao facto de escrever quase tudo o que diz. Notável!...

Como diria Narana Coissoró: “é estranho que, depois de sete anos no partido, Paulo Portas tenha ido para o Ministério da Defesa Nacional e tenha sentido necessidade de fotocopiar e digitalizar papeis no ministério»...

Entretanto, a Direcção-Central de Investigação e Acção Penal adiantava que Paulo Portas teria sido o único ministro a fotocopiar documentos do gabinete. Luís Nobre Guedes, Telmo Correia e Nuno Morais Sarmento, por exemplo, também o fizeram. Esta Direcção justificava ainda que não tinham sido apurados indícios nem propósito de divulgação de documentos. Recorde-se que Paulo Portas nunca foi ouvido no âmbito do processo «Portucale» pelos investigadores. Não há dúvida que neste (des)governo do menino-guerreiro foi um fartar vilanagem...

Numa medida sensata, o Ministério Público, estranhando o procedimento do ex-ministro, decidia investigar o motivo que levou o menino Portas a copiar o arquivo do ministério. No entanto, constata-se, uma vez mais, que não foi dado seguimento a qualquer procedimento criminal. Fantástico!..

Resumindo e concluindo, regista-se que o menino Paulinho, feito ministro, copiou, milhares de documentos. Diz o menino que não eram confidenciais. Que não eram secretos, diz ele e nós acreditamos porque acreditamos no bom senso das instituições e ninguém em perfeito juízo teria passado documentos importantes ao menino ministro.

O Estado, ou seja, todos nós, temos o direito de saber o que essa criatura, a quem nem sequer elegemos, mas a quem pagámos, (esperemos que para nunca mais) para ser ministro de Estado e da Defesa tivesse levado para casa, para uso privado e que era e é nosso.

Esta situação coloca-o, seguramente, entre o roubo e o abuso de confiança. Ou não será?

Apesar das inúmeras trapalhadas em que tem estado envolvido, Paulo Portas tem sempre passado incólume pelas malhas processuais das averiguações.

Aguardemos, uma vez mais, o evoluir dos acontecimentos…



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