segunda-feira, novembro 12, 2007


Não há verdadeira democracia sem contraditório!...

Quem assistiu ao debate sobre o Orçamento de Estado na Assembleia da República não pode ficar se não completamente estarrecido com a escassez de debate político, com a fragilidade da direita e da esquerda e, como também com a nulidade da bancada do partido do governo.

Então a “oposição” de direita, depois de dois anos, o que consegue arranjar são líderes derrotados? É isto poderá ser considerado renovação? Esta rapaziada que se senta agora na primeira fila do Parlamento é, de facto uma autêntica frustração: Santana, (Menezes) e Portas são infelizmente, uma tragédia para a direita que está aí para durar.

Por outro lado constata-se uma certa esquerda representada pelo ultrapassado PCP decrépito. Os “paleolíticos à la gauche” representantes (legítimos?) de uma esquerda arcaica e esclerosada ainda não perceberam que os tempos mudaram muito e a sociedade mudou com eles e os modelos mudaram também. Uma esquerda alienada a um passado que de glória teve apenas a memória nostálgica dos deleites de um poder efémero provocado pelo fracasso do próprio modelo colectivista, alheando-se por isso do mundo real e dos novos tempos. Com um discurso repetitivo, (negligenciando deveres exigem apenas direitos) gasto e extemporâneo, alimentado nos últimos tempos pelas suas recentes derivas estalinistas que nem os seus poupam. Resta-nos, finalmente, uma esquerda intelectualmente folclórica, corporizada pelo Bloco de Esquerda. Uma Esquerda lírica, utópica e irrealista, mas também hilariantemente demagoga.

Continuo a acreditar numa Democracia Parlamentar autêntica. E não há Democracia sem um verdadeiro contraditório, protagonizado por uma Oposição forte e saudável. Actualizem-se, renovem-se, apanhem ar fresco, abram as mentes e sacudam o pó.

A esquerda moderna está aí corporizada pelo P.S. Habituem-se!...


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