quinta-feira, dezembro 03, 2009


O Nosso segundo Primeiro de Dezembro



O Primeiro de Dezembro tem, em todos nós, um simbolismo pátrio da nossa afirmação como povo independente, senhor do seu destino e orgulhoso de si próprio, como dos seus feitos gloriosos em torno de um ideal de nação indivisível e imortal.
É neste Primeiro de Dezembro que se encontra um dos pilares mais sólidos da nossa Portugalidade, capaz de aguentar o peso do nosso maior complexo de sempre: o anátema castelhano que desde a fundação da nacionalidade nunca deixou de nos perseguir e de condicionar a nossa atitude perante os outros e o mundo que nos rodeia. Foi neste contexto que carregámos aos ombros, uma espécie de relação fraternal amaldiçoada, quase fratricida de amor/ódio, “nem bom vento, nem bom casamento” que, ao longo dos tempos se foi desvanecendo até ao ponto de se esbater completamente com o esboroar da fronteira da nossa reserva, agora no território comum da União Europeia.
Ironicamente, o dia em que o Tratado de Lisboa entra finalmente em vigor passa também a marcar esta União a 27 e o Projecto Europeu, numa Europa sem fronteiras na senda do velho sonho de uma Europa "do Atlântico aos Urais”
O início da implementação do Tratado de Lisboa, foi assinalado neste dia na capital portuguesa com uma pequena cerimónia organizada pelo Governo português, pela comissão e pela presidência sueca da UE
Este Tratado será também um primeiro passo para que a União Europeia assuma um papel de destaque na nova ordem mundial, depois da emergência de novas potências económicas, como são a China, a Índia ou o Brasil.
Neste sentido foi criado o posto de presidente do Conselho Europeu que durante os próximos dois anos e meio será ocupado pelo belga Herman Van Rompuy. Outro nome importante é a britânica Catherine Ashton que será a responsável pelas relações externas da União Europeia. A Comissão Europeia continuará a ter a missão de propor leis mas o tratado deverá permitir que a Europa dos 27 responda melhor às exigências nos domínios da energia, das mudanças climáticas ou da imigração.
O primeiro desafio a enfrentar será na Dinamarca, já na próxima semana, na Cimeira de Copenhaga. Vamos aguardar para ver esta Europa a uma só voz…


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