sexta-feira, novembro 10, 2006

A (des)coesão nacional e as regiões desfavorecidas

Com excepção das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, o país está efectivamente, centralizado em Lisboa.

Desde sempre se diz que "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem"...

Numa tentativa de modificar este estado de coisas, o país foi a referendo pela regionalização. Os adeptos da regionalização não conseguiram que o referendo descentralizasse país, à semelhança dos seus parceiros europeus tendo o Portugal das Regiões ficado adiado e continuando amarrado ao poder central.

Os cépticos da Regionalização temiam que iria aumentar a despesa do Orçamento Geral do Estado com uma nova e emergente classe política regional!... Olhando agora para o atraso em que se encontram as regiões desfavorecidas do interior do país, resta saber se os custos da não regionalização não serão muito superiores àqueles que os referidos cépticos temiam.

Convém recordar que o Alberto infiel Jardineiro* foi, nessa altura, contra a regionalização de que ele beneficiava. Receava seguramente que, ao ser aprovada a regionalização, lhe "secasse a teta". (*Inspirado no "best-seller" homónimo de John Le Carré, "O Fiel Jardineiro")

Finalmente um 1º Ministro teve uma única decisão peremptória, sem vacilar, dizendo ao infiel Jardineiro basta!...

Na realidade, até hoje, nenhum 1º ministro foi capaz de pôr travão aos desmandos do ditador madeirense. Ele ameaçava e logo todos se “acagaçavam” de imediato (Guterres incluído)...

Agora, que o homem foi posto na ordem vai, (depois de tudo o que este lhe fez) estupidamente o líder do PSD, prestar-lhe vassalagem, o que se revelou ser uma estratégia errada, porque o povo português já percebeu que o autoritário jardineiro é mal-educado/desbocado e gastador.

Há regras de endividamento no OE que não foram cumpridas e como há penalizações para tais situações Teixeira dos Santos aplicou-as. Tão simples como isso. Só não se percebe porque razão, o fora de lei, só agora está a ser chamado à pedra… Entendo que o respeito institucional não deverá ser nunca posto em causa, mas não será falta de respeito institucional o Presidente dum Governo Regional designar o Primeiro Ministro por Sr. Sócrates e o Ministro das Finanças por Sr. Santos?

Não terá sido falta de respeito ter chamado Sr. Silva ao actual Presidente da República, sendo, na altura, o Prof. Cavaco Silva um potencial candidato? Não será falta de respeito para com os portugueses quando nos designa, a todos, por cubanos e colonizadores?

O que João Jardim precisa é de tomar bastante chá e adoptar boas maneiras; mas mesmo que beba imenso receio bem que já não irá a tempo de emendar a mão; isto é, a boca!...

Talvez queira mesmo é a independência e não a autonomia.

Se forem ouvidos os portugueses saberão, seguramente, dar-lhe a resposta que merece. Referende-se e vamos ver o que dá!...

Estamos em tempo de vacas magras como é que o desbocado homem consegue ter o dislate e argumentos para exigir mais dinheiro? Se não consegue ser solidário para com aqueles que até agora foram solidários com a sua região, e a quem deve o tão propalado desenvolvimento, o melhor é pensar na independência com os amigos da FLAMA de quem o ex-vendedor de sifões, Jaime Ramos e o seu colega da bancada do PSD-M, Coito do Pito, tanto ameaçam…

Parolos...

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