domingo, fevereiro 24, 2008

O RESPEITO QUE NOS DEVERIAM MERECER OS ÓRGÃOS DE SOBERANIA


O Primeiro-ministro foi eleito democraticamente e, por conseguinte, tem todo o direito para liderar o Governo de Portugal até ao fim do mandato, cuja garantia a Lei eleitoral e a Constituição da República Portuguesa lhe conferem.

Assim sendo, o Sr. Primeiro-ministro de Portugal tem, incontestavelmente, toda a legitimidade para governar e mais, tem todo o direito a ser respeitado como pessoa e, fundamentalmente, como Órgão de soberania da República Portuguesa. A nossa Constituição garante-lhe assim também o direito inalienável a ser respeitado pelos cidadãos portugueses. Por conseguinte respeitarmos os órgãos de soberania é, além de um dever cívico, um exercício básico de cidadania, na nossa jovem democracia.

Podemos ou não gostar da sua governação, o facto é que a maioria Parlamentar que suporta o Governo, reforça ainda mais, o Primeiro-ministro, garantindo-lhe, pacificamente, a conclusão do mandato de quatro anos, de que foi investido pelo Sr. Presidente da República.

O verdadeiro balanço da sua governação será feito no próximo acto eleitoral.

Deste modo nas próximas eleições legislativas os portugueses, (que já demonstraram que não são estúpidos) irão, seguramente, fazer justiça através do voto. Aguardemos pois o resultado das próximas eleições.

A isto chama-se Democracia e parece que, mais de trinta anos depois de Abril, nem todos nós interiorizámos as noções mais básicas do regime democrático, que apesar de tudo, é o menos mau de todos os outros regimes de que, até agora, nos demos conta.

Toda esta introdução se justifica porque começamos a ficar saturados de tanta falta de educação, de tanta alarvidade sobre um órgão de soberania que nos deveria merecer o maior respeito, independentemente da luta política e do confronto de projectos, de ideias que deve existir sempre numa verdadeira democracia e, não tanto discutir pessoas, até à exaustão, porque satura mesmo, até o mais pacífico dos mortais.

Só é vencido quem desiste de lutar. E lutar é um direito! E todos nós temos o direito de lutar pelas nossas causas e convicções, mas é um imperativo fazê-lo de forma frontal. A luta política poderá ser dura e exigente, mas deve também ser leal e respeitosa. Isso sim será um verdadeiro exercício de cidadania.

Anda por aí um auto convencido iluminado opinador na nossa praça que, apesar de não ser exemplo para ninguém, se farta de opinar, sobre tudo e todos, pelos mais diversos meios, na sua habitual impropérica incontinência verbal, em insistente gritaria, exaltando o exemplo dos seus ídolos políticos, Alberto João Jardim e Santana Lopes, (que nem como exemplo rebuscado serviriam para ilustrar qualquer manual político terceiro-mundista) convencido que alguém o ouve, o que já nem sequer acontece com a estrutura local da sua última filiação partidária.

Esta insistência, diria mesmo obsessão, será por despeito, por incompetência ou, quiçá, por frustração do próprio projecto de vida pessoal?

Será assim tão difícil o exercício cívico de respeitar os órgãos de soberania?

Com a evolução do seu percurso político de translação, por todos conhecido, podemos imaginar o (ego-geocentrismo ptolomaico) que faz mover este pretendente a Galileu de pacotilha!... Estou em crer que não será por esta via que algum dia completará o movimento rotação em torno da ética e da civilidade que o poderiam vir a tornar um verdadeiro Cidadão…

É caso para dizermos aquela real frase: "porque no te callas?"

Caro "opinion maker" se não consegue dar bons exemplos não tente dar bons conselhos…



2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Meu caro Viveiro !
Sou um leitor frequente do seu "Blog" e quero dar-lhe os parabéns pela forma correcta como aborda os vários assuntos sem ter de usar vocabulários que em nada enobrecem quem os profere, muito menos quando se trata de um "professor" pese embora ser de matemática, que não demonstra quaisquer tipo de princípios a não ser o de má educação. Tem todo o meu apoio para meter esses senhores na ordem. Um abraço

março 06, 2008 12:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro Viveiro você é mais um que levanta a voz contra esse senhor com "s" pequeno. qualquer dia esse senhor com s pequeno arrisca-se a que lhe cortem os dedos das mãos e dessa forma pode ser que passe a ser um Senhor com S grande.Ou isso ou então passa a escrever com os pés e aí vira uma vez mais macaco que é aquilo que é na sua verdadeira essencia.

março 06, 2008 3:35 da tarde  

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