sábado, janeiro 12, 2008


= Serra da Estrela esse gigante turístico adormecido =

Será chegada a nossa hora?

Após leitura do caderno de economia do Semanário Expresso, e com ele dos projectos que nos esperam, não poderia deixar de fazer uma reflexão sobre a matéria.

Já todos sabíamos que a Serra da Estrela continua a ser uma marca forte, alternativo a 800 quilómetros de costa, um destino de eleição dos portugueses para passar o Fim de Ano como também a época de Carnaval, sobretudo, se estas ocasiões especiais são antecedidas de nevões significativos.

Então, neste caso, as reservas antecipadamente feitas inviabilizam completamente a oferta de alojamento em quase toda a região, inflacionando os preços e na maioria das vezes fica esgotada, toda a capacidade de acolhimento, mesmo de localidades mais afastadas, muito tempo antes dos citados eventos, o que causa imenso transtorno àqueles que se distraem, um pouco mais, a reservar acomodação para estas datas.

Fora destas épocas festivas a oferta de alojamento fica “às moscas” porque a inexistência do manto branco não motiva os potenciais turistas a visitar a Serra, o que confere à Serra da Estrela uma certa sazonalidade turística que vem caracterizar o turismo da nossa região, desde há muitos anos.

Se entendemos a grande procura da Serra durante o Inverno também não deixa de ser verdade que a Serra é tão ou até mais linda durante os restantes dias do ano, porque se ganharmos novas percepções sensoriais e outros conhecimentos que nos permitam descodificar as coisas à nossa volta, vamos ter para com a nossa bela Serra um outro olhar que nos irá permitir descobrir coisas belas e significativas onde anteriormente nos passavam despercebidas, porque certamente as ignorávamos. É preciso acabar rapidamente com a sazonalidade turística na nossa região. Esta sazonalidade não é amiga do nosso turismo. Por isso é preciso inverter a situação rapidamente e dar visibilidade a tudo aquilo que vale a pena ser visto e, sobretudo, sentido!...

Nesta matéria, e deste lado da serra, não poderemos ignorar os papéis fortes da RTSE, do ICN, do CISE, das autarquias, das actividades económicas e, fundamentalmente, dos Operadores Turísticos, pois são eles que, com a sua competência e qualidade dos serviços que oferecem que irão ser a verdadeira motivação para quem nos irá, com regularidade, visitar no futuro libertando o Turismo desta região da tradicional sazonalidade que o trucida, catapultando-o e promovendo-o a patamares de excelência, tornando assim esta região um destino turístico de referência, durante todo o ano!

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